Champagne mais antigo do mundo é encontrado por mergulhadores
A bebida foi produzida no final do século XVII e ainda pode ser consumida
20/07/2010

Uma equipe de mergulhadores encontrou nas águas que separam a Finlândia e a Suécia, no mar Báltico, o que pode ser a caixa com os champagnes mais antigos do mundo.
As garrafas foram encontradas num navio naufragado no arquipélago de Aland, região autônoma da Finlândia. O instrutor de mergulho Christian Ekstrom desceu às profundezas e conseguiu resgatar cerca de trinta garrafas do champagne.
Após levá-las para a superfície, Ekstrom e seus companheiros abriram um dos espumantes e afirmaram que ele ainda está em condições de ser consumido. "Estava fantástico, com um sabor muito doce, com traços de carvalho, um cheiro muito forte de rapé e bolhas muito pequenas", afirmaram.
O champagne, que provavelmente se trata de um Veuve Clicquot, produzido entre 1782 e 1788, pode ter sido um presente de Luís XVI, rei da França, para a imperatriz russa, Catarina, a Grande, por volta de 1780.
"Entramos em contato com o possivel fabricante e é 98% certo de que se trata de um Veuve Clocquot", declarou o chefe da equipe. "Há uma âncora na rolha e a Moët & Chandon me disse que é a única a ter utilizado esse emblema", explicou.
Ekstrom chegou à esta data depois de cruzar algumas informações. “Veuve Clicquot iniciou sua produção em 1772 e as primeiras colheitas demoraram dez anos para serem fermentadas, então o champagen não deve ser de antes de 1782. Também não pode ter sido depois de 1788-1789, porque a Revolução Francesa paralisou a produção", declarou.
A descobreta foi feita em 6 de julho, mas a equipe preferiu manter em segredo até agora. Como a visibilidade era muito ruim, de apenas 1 metro, não foi possível ver o nome do navio.
Uma das garrafas já foi enviada para a França para análises e, caso seja confirmada a idade do champagne, especialistas acreditam que cada rótulo poderá ser vendido por mais de US$ 60 mil (cerca de R$ 106 mil).


